Aveiro | A Veneza de Portugal

«2021 teria de ser diferente de 2020», pelo menos eu decidi que sim.

Depois de um ano completamente atípico, condicionado e um pouco infeliz, cheguei à “brilhante” conclusão que a vida foi feita para ser vivida. Não como se ainda não o soubesse, mas de alguma forma no último ano tornou-se uma espécie de mantra. O tempo tornou-se uma variável demasiado inconstante e pela qual não me volto a reger como se fosse um dado adquirido. Concluí que muitos dos planos tinham de começar a ser postos em prática e não adiados indefinidamente como fazia até agora.

Uma das minhas resoluções de 2021 era fazer-me à estrada e dedicar-me a conhecer os lugares que deixei na lista em stand by. Não dando para viajar “livremente” ou sem condicionantes para fora do país, decidi ser turista dentro de portas e conhecer o que de melhor Portugal tem para visitar.

Depois de Coimbra em Maio, segue-se Aveiro. A Veneza de Portugal. Uma terra que conhecia ao de leve, naquelas visitas passageiras quando era mais nova com os meus pais ou num passeio de domingo à tarde, no ano passado.

Contudo, sempre foi uma cidade que eu gostava de visitar a sério. De conhecer as suas ruas e lugares, desfrutar do passeio com calma, sem ser uma grande corrida contra o relógio e assim foi.

Adorei Aveiro, a comida, as ruas, o ambiente e as pessoas. Surpreendeu-me pela positiva, não sei com que ideia ia, mas definitivamente não foi a mesma com a qual saí de lá.

Desta vez, não vou fazer um roteiro, como tenho feito nos outros, não vou pôr por ordem cronológica onde fui e o que fiz. Decidi que seria mais fácil, falar por tópicos e apenas mostrar-vos o que mais gostei desta visita.

Aveiro é uma cidade lindíssima. Para onde me virava apaixonava-me. Os edifícios antigos ao estilo Art Nouveau (Arte Nova), a conjugação de diferentes tipos de azulejos numa só fachada, às cores vivas dos edifícios, tudo era motivo para eu parar o passeio e ficar a admirar fachadas e a fotografá-las para inspiração futura. Aliás Aveiro tem mesmo uma rota da Arte Nova, onde podemos andar pela cidade e ver vários edifícios deste movimento artístico.

Rua João Mendonça

Para além da arquitetura deslumbrante, Aveiro é uma cidade especial graças ao canal que a atravessa e que confere à cidade um certo romantismo e charme natural. Existem inúmeros lugares onde nos podemos sentar a conversar ou onde podemos simplesmente ficar a admirar os moliceiros que passam quase ao segundo com os turistas. Se forem com a vossa cara metade podem sempre atar uma fita colorida na Ponte dos Namorados.

Edifício da Antiga Capitania
Ponte dos Namorados lá ao fundo

Para além do centro de Aveiro, visitei também a Costa Nova e a Praia da Barra. Apesar de estas duas zonas serem vizinhas, são bem diferentes uma da outra. A costa nova é rica em cor e em riscas, não fosse conhecida pelos Palheiros da Costa Nova ou “casinhas coloridas” às quais ninguém consegue ficar indiferente. Fiquei tão curiosa com esta característica particular tão evidente que fui investigar a história.

Segundo percebi, estas casas nem sempre foram habitações familiares, eram mais uma espécie de armazém onde os pescadores guardavam as suas redes e materiais. Contudo, quando os palheiros foram reabilitados e as famílias de pescadores se mudaram para os mesmos, pintaram os palheiros que já eram às riscas ocre e pretas, em tons coloridos. Diz-se que cada casa tinha um tom diferente para que em dias de nevoeiro os pescadores conseguissem encontrar a sua casa. Se é verdade ou não, não sei, achei que era uma origem engraçada e vendo-vos esta informação ao mesmo tempo que a comprei, ou seja, de graça.

Palheiros da Costa Nova
Palheiros da Costa Nova

Nem a cinco minutos de carro da Costa Nova, fica a praia da Barra. Uma zona diferente da Costa Nova, mas não menos encantadora. Onde podemos ver pescadores sentados ao longo do passeio a pescar na Ria. Fui brindada com um nevoeiro quase cerrado (como se vê na foto do farol), que conferiu um certo charme misterioso às ruas, à praia e até mesmo ao passeio que ladeia a ria.

Farol de Aveiro
Ria de Aveiro na Praia da Barra

Estes foram os locais que eu mais gostei de visitar. Vi muitos mais, mas estes foram aqueles que realmente distinguiram Aveiro de todas as outras cidades.

Como não podia faltar, tenho de partilhar convosco os lugares onde comemos que eu realmente amei. Começamos pelos cafés e pequenos-almoços, adorei a esplanada do Cais 3, que já partilhei nas fotos em cima, do Coza Nova (na Costa Nova) e da Pastelaria Veneza. Estes foram sem dúvida os meus três espaços preferidos para tomar o café e o pequeno-almoço. Já para não falar que na Pastelaria Veneza provei as melhores Húngaras de sempre e foi também onde comprei os ovos moles para o povo cá de casa.

Para além de provar as delícias locais como os ovos moles, os barquinhos e as tripas com ovos moles, experimentamos alguns restaurantes e os dois que se destacaram foram a Revolta Hamburgueria e Cervejaria Artesanal e a Pizzaria La Mozzarella.

Para aquela gulodice de fim do dia ou de lanche da tarde, adorei o gelado na Gelataria Milano e gostei da tripa com ovos moles na Ímpar.

Recomendo a quem ainda não visitou a cidade que o faça e se apaixone. Era um dos destinos portugueses que eu queria mesmo visitar e todas as minhas expectativas foram superadas. Se não fosse o calor extremo, teria sido completamente perfeito.

Destino 2 de 1000, check!

E vocês, já visitaram Aveiro? Qual o vosso ponto preferido da cidade.

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