Coimbra | Lugares Românticos e Doces Conventuais

No início de 2021, decidi traçar novos objetivos tanto para a vida como para os 365 dias que tinha pela frente. Depois de ter experienciado a prisão domiciliária do ano anterior e de saber que se aproximava outra, percebi que havia muito que queria fazer, muitos planos que tinham sido adiados ou que eu própria adiara com a desculpa de que teria tempo. Tempo, algo que parecia tão certo e deixou de o ser num abrir e fechar de olhos.

A meses de completar vinte e cinco primaveras compreendi que tinha de viver mais e de aproveitar mais o aqui e agora. Nesse sentido decidi que tinha de alargar os meus horizontes e de ir. Sim, simplesmente ir e visitar novos lugares, conhecer o que há para conhecer, seja dentro ou fora das fronteiras. Claro que com a situação atual, tive de começar por visitar dentro de portas.

Foram vários os destinos colocados em cima da mesa, mas para começar escolhemos uma terra que já tínhamos visitado de fugida durante uma atividade académica. E que já visitara em pequena com os meus pais, quem nunca foi ao Portugal dos Pequeninos, não é verdade? Sim, adivinharam, o nosso destino foi Coimbra.

Começamos a visita com o pequeno-almoço na Pastelaria Briosa, uma pastelaria situada no coração da baixa da cidade, mesmo junto à famosa estátua de Joaquim António de Aguiar, também conhecida pela estátua do «Mata Frades».

Estátua do «Mata Frades»

Uma das mais antigas e conceituadas da cidade e a qual eu não podia deixar de visitar. Provei o pastel de nata, uma especialidade da casa, que nada tem a ver com os pasteis de nata que se provam em qualquer pastelaria portuguesa. Era delicioso, cremoso por dentro e estaladiço por fora. Incrível.

Pequeno-Almoço na Pastelaria Briosa

Depois fizemo-nos ao caminho e decidimos começar pelo que se podia visitar no coração da cidade. Começamos pelo Mosteiro de Santa Cruz, depois pela Porta e Torre de Almedina, subindo a rua Quebra Costas até à Sé Velha. Um percurso que nos deixou sem ar, com as pernas cansadas e a questionar-nos sobre a nossa condição física e ainda só tinham passado duas horas a visitar a cidade. Perguntei-me se seria sã a ideia inicial de não usarmos o carro o fim-de-semana todo, mas depois de nos depararmos com uma vista panorâmica para o rio Mondego, qualquer dúvida se desvaneceu.

Porta Almedina
Vista para a Ponte de Santa Clara
A olhar para a Ponte Pedro e Inês lá ao fundo

Descemos novamente à baixa da cidade para atravessarmos a ponte de Santa Clara. Caminhamos ao longo do Parque do Choupalinho, onde nos sentamos por breves instantes à beira rio a contemplar a cidade na outra margem. A cidade vista daquele lugar parecia uma fotografia de postal, podíamos ficar ali a conversar e a admirá-la, mas a visita tinha de prosseguir.

Vista do Parque do Choupalinho
A apreciar a vista para a cidade.

Um dos lugares que tínhamos mesmo de visitar era a Quinta das Lágrimas. Desde que me lembro que sempre foi um dos lugares que eu ansiava conhecer. Um tanto pela componente histórica do lugar, como também pelo amor proibido. Um lugar que escutou as juras de amor e que acompanhou toda esta história que viria a ter um desfecho trágico. Um jardim que se falasse poderia conter a narrativa de uma das mais apaixonantes histórias de amor da história de Portugal.

Porta na Fonte dos Amores

Tentamos visitar o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, mas não nos foi permitido, pois encontravam-se em obras e os percursos encontravam-se instáveis. Uma pena, porque era um dos lugares que queria mesmo visitar. Mas fica para uma próxima.

Almoçamos um Bacalhau com Natas espetacular na Pastelaria Visconde, na Rua Visconde da Luz, com vista para a praça 8 de Maio, onde fica o Mosteiro de Santa Cruz.

Praça 8 de Maio

Com o estômago aconchegado, visitamos um pouco mais da cidade e compramos as lembranças da praxe.

Rua Visconde da Luz

Permitimo-nos apreciar de uma pausa para tomar um café e provar um pastel de Santa Clara na esplanada d’A Brasileira. Onde me rendi por completo a este doce conventual típico de Coimbra.

Pastel de Santa Clara

Foi uma “visita de médico”, ficaram imensos lugares por visitar. Alguns porque não houve tempo, outros porque ainda não tinham aberto após o confinamento, mas antes de regressar tenho de me inscrever num ginásio.

É preciso boas pernas e muito folgo para percorrer tudo a pé. Compensa? Sem dúvida! Mas se não fossem os doces conventuais a dar a energia e o ânimo e teria sucumbido aos gritos dos meus músculos, que a certa altura suplicaram por misericórdia. Estou a exagerar como é óbvio.

Mas se tivesse ficado em Coimbra mais tempo, teria vindo quadrada e com os níveis de colesterol e diabetes elevadíssimos. Enquanto apreciadora de boa comida e food blogger, ter-me-ia perdido a provar todos os doces conventuais que Coimbra tem para oferecer.

Comigo de Coimbra trouxe imensas recordações de lugares belos e de sabores incríveis, mas também trouxe uma caixa de Pasteis de Tentúgal e Pasteis de Santa Clara da Pastelaria Briosa, para o almoço do dia da mãe que foram um sucesso.

E tu já visitaste Coimbra? Do que é que gostaste mais de ver na cidade?

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