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5 Dias a Acordar às 5H

«Acordar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer», foi o que sempre me disseram.

Apesar de não ser uma pessoa da manhã, pelo menos no que diz respeito ao bom humor, sempre aspirei conseguir um dia ser uma pessoa madrugadora. Tinha a ideia que se acordasse mais cedo poderia ter maior proveito do meu tempo. Porque mesmo estando acordada o mesmo número de horas, sei que sou mais produtiva durante o dia do que à noite.

Neste sentido, decidi que estava na altura de tentar novamente. Tentar criar uma rotina onde me levanto bem cedo, na tentativa de me tornar na minha melhor versão. Para tal, decidi desafiar-me a tentar durante 5 dias. Sim, depois do desafio de 5 dias sem café, os desafios de cinco dias voltaram ao blog! Desta vez com um desafio repetido, mas que mesmo assim me dará muito gosto pô-lo em ação. Quem sabe, este desafio não se torna na alavanca para finalmente atingir esta meta na minha vida.

É um objetivo um pouco ambicioso e teria, provavelmente, de ter uma conversa séria com os lençóis que todos os dias me prendem à cama até ao último minuto. Contudo é um objetivo que me trará grandes benefícios, tanto ao nível de produtividade e de bem-estar mental.

Tal como referi antes, eu já me submeti a este desafio no passado, mas não o levei a sério. Limitei-me a aproveitar as primeiras horas do dia para pôr séries em dia e acabei por dormir mais do que a ver as ditas cujas. Desta vez decidi envolver-me mais e tentar perceber se é justificável o esforço de acordar com as galinhas. Estabeleci que se conseguisse sobreviver a este desafio, tentaria tornar-me de forma “definitiva” uma pessoa da manhã. Coloquei entre aspas pois o sempre é demasiado final e muito incerto. A vida muda e as rotinas têm de se adaptar a ela.

Pelo que neste artigo vão ver o meu relato diário, ao longo dos 5 dias que perfazem o desafio. Sem filtros. Relatos escritos na manhã seguinte, para que nada falhe. Com todos os altos e baixos desta aventura e algumas conclusões finais.

1º Dia

O primeiro dia é sempre o mais fácil. O entusiasmo que vem com um novo desafio fez-me levantar da cama ao primeiro toque do despertador. Senti a cabeça um pouco pesada pela falta de hábito de ser madrugadora, contudo passou em segundos.

O principio da manhã correu de forma suave. Preparei um latte, dei o bom dia ao Mickey e ao Banzé, enchi as tigelas da London e do Edimburgo e, no meio da minha família de quatro patas, desfrutei da primeira dose de cafeína necessária para começar o dia.

Ponderei ir caminhar, mas às 5 da matina ainda está muito escuro e não sou uma pessoa de muita coragem, pelo que optei por usar o tempo que tinha antes de ir para o trabalho para me dedicar aos meus projetos de freelancing.

Para além de conseguir adiantar muito trabalho logo pela fresca, consegui ter tempo para me arranjar, maquilhar e ainda tomar o pequeno-almoço em casa. Já não me lembrava de fazer nenhuma das últimas duas coisas a um dia da semana.

Pensei que ia ser mais difícil, mas também foi apenas o primeiro dia. A produtividade que adveio de me levantar cerca de duas horas mais cedo do que o habitual, deixou-me motivada para prosseguir com o desafio e procurar novas formas de aproveitar estas duas horas antes de “começar” o dia. Trabalhei o suficiente durante o dia e pela primeira vez em meses consegui ir para a cama cedo, ler um bom livro e descansar.

2º Dia

Levantar-me não foi tão complicado quanto pensei. O despertador tocou e levantei-me sem pensar no assunto. Achei que iria adormecer, pois o entusiasmo do primeiro dia já tinha passado, mas a verdade é que tal não aconteceu. Este segundo dia do desafio coincidiu com o feriado religioso da Sexta-Feira Santa, podia aproveitar a folga, podia fazer como toda a gente e ficar na cama, certo? Mas não. Eu levantei-me. Preparei o meu latte e fui logo trabalhar num projeto de freelancing que tenho em mãos.

Para verem o meu nível de produtividade matinal, antes das 7h30, já tinha terminado metade do trabalho e às 8h30, dei por terminado o trabalho que tinha determinado para o dia.

Feriado é feriado e tinha de aproveitar um pouco a folga. Usei o tempo “livre” para escrever aqui no blog, para ler, relaxar e dar uma caminhada pelas redondezas com o Mickey.

Achei que neste segundo dia do desafio as minhas energias iriam estar em baixo, mas a verdade é que me senti com as energias ao rubro e só deram sinal de bateria fraca por volta das 21h45. Hora em que me rendi e adormeci mal me deitei.

3º Dia

Depois de um feriado, o sábado parece sempre domingo, mesmo quando trabalhamos toda a manhã. E que manhã de trabalho que tive em mãos.

Acordei cinco minutos antes do despertador tocar e segui a minha rotina dos dias anteriores. Latte, cumprimentar a família de quatro patas e lançar-me ao trabalho. Uma rotina que adotei, porque me apercebi que dou muito mais vazão ao trabalho logo ao acordar, do que se o deixar para mais tarde. Assim sei que tenho, pelo menos, uma hora e meia de trabalho freelancing, sem pausas, até me ter de preparar para ir trabalhar.

Um inicio de manhã bastante produtivo e uma manhã de trabalho caótica, e nem assim as minhas energias estavam baixas. Sendo um sábado pré-Páscoa, a tarde era para inventar na cozinha. Enquanto os meus pais prepararam o famoso pão de ló de ovos moles, eu preparei um cheesecake de amêndoa, chocolate branco e coco. Receita que irei partilhar convosco em breve aqui no blog.

Terceiro dia do desafio e terminei o dia cedo, porque senti que o meu corpo começou a pedir descanso mais cedo à noite.

4º Dia

Domingo de Páscoa e eu acordada às 5 da manhã. Sabia que só me cruzaria com qualquer um dos meus “colegas de casa” já a manhã iria avançada, mas mesmo assim, levantei-me antes do despertador. Cumpri a rotina matinal dos outros dias, à exceção que em vez de sair de casa para ir trabalhar, saí para ir comprar o pão e para comprar umas miniaturas para o pequeno-almoço. Mesmo não havendo a celebração da Páscoa como a que fui habituada desde pequenina, existem coisas que não podem faltar:

  • as miniaturas ao pequeno-almoço;
  • o cálice de vinho do porto a meio da manhã;
  • e os ovos cozidos com casca escura que a minha avó faz todos os anos.

Mesmo sem sair de casa ou sem andarmos de casa em casa neste dia, é bom termos alguma “normalidade” e estas coisinhas fazem toda a diferença.

Sendo domingo e Páscoa, limitei-me a trabalhar nos projetos pela manhã e deixei o resto do dia para descansar e aproveitar para estar com os meus.

5º Dia

Quinto e último dia do desafio. Voltei a acordar antes de o despertador tocar. Parece que o meu corpo já se habituou aos novos horários. Levantei-me bem disposta, sem a sensação de cabeça pesada. Segui o ritual de todos os dias e estreei o meu “novo escritório” no quarto.

Devia estar ansiosa ou extremamente nervosa com o dia que tinha pela frente, mas estava muito calma. Algo inédito para mim, que sou das pessoas mais stressadas deste mundo e arredores. Acordar mais cedo tem surtido um efeito bastante benéfico para os meus problemas de ansiedade. Tenho-me sentido mais calma e menos tempestuosa com a vida no geral. Algo que só se tornou ainda mais visível neste último dia do desafio.

A manhã de trabalho foi daquelas em que, numa situação normal, me apeteceria arrancar os cabelos, mas naquela manhã isso não foi um problema. Tudo correu de forma suave. Não me deixei levar pelo stress. Mais uma vez repito: «algo inédito para mim»!

E mesmo, não estando num dia completamente ok ao nível de bem estar físico, o meu psicológico esteve sempre em alta e não permiti que nada me deixasse menos produtiva do que o normal. Trabalhei o dia todo como se estivesse a 100% e só me deixei levar pelo cansaço à noitinha.

Conclusões

Fiquei rendida a esta rotina de me levantar com as galinhas e antes do sol nascer. Pensei que este desafio seria a gota de água para não insistir com esta questão de querer ser madrugadora, mas teve o efeito oposto. Eu adorei o nível de produtividade destes últimos cinco dias. Amei sentir que “ganhei” tempo, pois como o trabalho logo pela manhã se mostrou mais fluído, eu acabei por encontrar mais tempo para me dedicar à leitura e para relaxar em todos os sentidos ao fim do dia.

Senti-me menos ansiosa e com a energia sempre em alta. O meu pai diz que até ando mais feliz e bem disposta. Por isso, os efeitos do desafio na minha vida não foram apenas visíveis para mim, como também o foram para quem me rodeou.

Estou seriamente a ponderar continuar a acordar às 5h e tirar o máximo partido dos meus dias e, por conseguinte, da minha vida.

Sei que para alguns parece uma loucura, eu também já fui dessas pessoas, mas sendo uma pessoa que procura o sucesso pessoal e vendo os benefícios (que não foram poucos) que esta rotina trouxe para a minha vida, tenho de experimentar a longo prazo como é que isto resulta.

Quem sabe, até posso partilhar convosco um update desta situação daqui a uns tempos.

E vocês, são pássaros madrugadores ou adeptos de dormir até ao último minuto?

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