«30 Day Challenge of Self-Confidence» da DOIY

Auto-confiança nunca foi algo que eu tivesse para dar e vender. Desde pequena que não sou muito segura de mim, algo que acabou por pôr algumas barreiras na minha vida e me proibiu de alcançar alguns sonhos.

Ao longo da minha fase de crescimento fui confrontada com alguns atos maldosos que me levaram a acreditar menos em mim. Recordo alguns dos piores nomes com que fui apelidada no ensino primário e básico, alguns acredito que tenham sido brincadeiras de criança, contudo são nomes que continuam a morar comigo e me assombram.

Parte da minha insegurança resulta da repetição desses mesmos nomes vezes e vezes sem conta. Não foi fácil ser uma rapariga de cabelo encaracolado que usa óculos desde os sete anos e que ainda por cima tem boas notas, principalmente quando os nomes com que me apelidavam resultavam dessas mesmas características mais particulares.

Acreditem ou não, o facto de ser uma criança que tem bons resultados escolares pode ser negativo para quem a rodeia.

Durante algum tempo quis ser como as outras meninas, ter o cabelo liso ou ondulado e não usar óculos. Pensava eu que seria tudo tão mais fácil, mas a verdade é que à medida que fui crescendo abracei as minhas particularidades e aceitei-as. O cabelo com mais facilidade do que os óculos, contudo a necessidade fez com que acabasse por me habituar a eles.

Mesmo assim a insegurança prevalece em mim e acaba por pesar quando chega a altura de tomar determinadas decisões. Expor-me só mesmo através de palavras e detesto ser o centro das atenções, pois é algo que me deixa desconfortável e tento ao máximo evitar.

Nos últimos tempos, como já tinha referido antes, não ando na melhor fase ao nível das inseguranças e fui-me muito abaixo durante a dissertação. Pelo que resolvi aproveitar a minha semana de férias em Janeiro para tomar conta de mim, contudo só isso não chega.

Uma semana a cuidar de mim não é o suficiente. Como ouvi uma entrevistada dizer ao Rui Maria Pêgo e à Ana Martins no «Era o que faltava», na Comercial, nós damos a nós próprios aquilo que achamos que precisamos e há indústrias que vivem das nossas inseguranças. Compramos e consumimos bens em busca de que estes resolvam os nossos medos e tristezas.

Funciona durante um bocado, mas depois volta aquele vazio. Pensamos em não voltar a consumir bens para tentar tapar de novo a ferida, porque já vimos que isso não resulta, então temos de parar e perguntar-nos o que nos levou àquele estado.

Eu pintei o cabelo, li uns livros, cuidei de mim, mas no fim não fiz o mais importante. Não olhei bem cá para dentro para combater nos olhos os meus problemas. Continuei insegura, mas com o cabelo tratado e novas experiências para recordar na posteridade. Tirando isso, mal o momento de encantamento passou, a insegurança voltou a instalar-se em mim e a mostrar-me que não me ia deixar sozinha tão cedo.

Numa última tentativa de acreditar na indústria que nos promete bem estar e felicidade, decidi investir num desafio de 30 dias de autoconfiança da DOIY.

Pensei que esta talvez pudesse ser a solução. Trinta dias em que uns quadrados coloridos e com um design bastante apelativo trariam alguma sabedoria para a minha rotina diária. Quando vi o desafio no site da marca e depois na Fnac, pensei que a promessa parecia grande demais, mas que não perdia nada em experimentar.

Fiquei muito feliz com a minha compra e ansiosa por chegar a casa e dar inicio da este novo desafio, só que lá está, a oferta era demasiado grande.

Vou ser honesta, foi divertido fazê-lo, mas a verdade é que espremendo bem, não melhorou absolutamente nada a minha falta de confiança. Foi um desafio que se baseou em ler uma frase motivadora praticamente todos os dias e fazer pequenos desafios que apenas me ajudavam a ver alguns dos problemas mais superficiais relativamente à minha falta de confiança.

O desafio fez-me bem à alma, todavia não achei que fosse útil nesta minha batalha para alcançar alguma confiança em mim.

Se houve algo que realmente me ensinou é que não haverá melhorias enquanto não ficar frente a frente comigo. Portanto, vou regressar aos métodos ancestrais e enfrentar os meus problemas olhos nos olhos.

A minha falta de autoconfiança não se vai resolver investindo em produtos, mas sim investindo tempo em mim. Procurando combater os medos e as sombras que fazem com que não acredite tanto em mim quanto devia.

Recomendo este «30 Day Challenge of Self-Confidence» da DOIY se quiseres fazer um desafio divertido, só que não podes contar que te resolva os teus problemas principais na questão da autoconfiança.

De 0 a 5, dava-lhe um 3. E tu já fizeste este desafio? O que achaste?

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