Sintra | Palácio de Monserrate

Felizmente para mim, viajar até Lisboa nunca foi algo muito difícil. Com uma tia a residir na capital, só não viajo mais vezes por causa de contratempos ou de prioridades da vida. Este ano, aproveitei os dias que tinha entre o natal e a passagem de ano, para finalmente cumprir a promessa que fiz há três anos, à minha tia e ao meu namorado, de voltar a passar uns dias em Lisboa.

Tínhamos quatro dias, mil sítios para ver, alguns que já tínhamos visitado da vez anterior, outros que tínhamos deixado por visitar. Percorremos quilómetros, gastamos solas das sapatilhas e as viagens pré-compradas nos transportes públicos. Visitamos os Armazéns do Chiado, percorremos a rua Augusta e tiramos a foto da praxe na Praça do Comércio. Comemos um pastel de nata, subimos a Avenida da Liberdade e visitamos o Wonderland Lisboa, no Parque Eduardo VII. Fizemos uma viagem de comboio e duas viagens de metro para ir à Exposição do Harry Potter no Pavilhão de Portugal e tomamos cafés em copos de papel a olhar para o Tejo. Percorremos as ruas de Cascais, provamos umas pizzas fenomenais na Capricciosa, deliciamo-nos com um gelado na Santini e tiramos uma selfie com o senhor Presidente da República, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa (na qual fiquei com os olhos fechados). Estivemos na fila da Piriquita em Sintra e saboreamos os últimos travesseiros fabricados naquele dia. Contudo, o que mais me encantou nesta viagem toda, foi uma visita que não tinha de todo nos meus planos, a visita ao Palácio de Monserrate, em Sintra.

Assim que entramos na propriedade, pudemos contemplar belas quedas de água, enquanto descemos sempre ladeados por uma diversa paleta de verdes e espécies variadas de flora. À medida que nos aproximamos, vamos tendo um vislumbre, primeiramente breve e de seguida majestoso do palácio que se ergue no horizonte, por trás das ramagens. Um cenário de conto de fadas que me fez suster a respiração. Se eu achava o exterior encantador, o detalhe na arquitetura do interior deixou-me simplesmente de queixo caído e irrevogavelmente fascinada. Tudo era belo e extremamente pormenorizado.

A galeria que ligava as três torres era um jogo de luz natural, cores e formas. A sala de música tinha um teto lindíssimo de madeira trabalhado com estuque e grandes janelas com vista para a extensa propriedade do palácio. Subindo ao primeiro andar, podemos observar o andar de baixo a partir de uma espécie de varanda que forma um octógono perfeito.

Maravilhada com a visita ao interior do palácio, visitei os seus diversos jardins e encantei-me com o do México e dos Fetos, contudo o Roseiral não me agradou. Parecia um pedaço de jardim deixado um pouco ao abandono. Contudo acredito que um dia, quando ele estiver finalizado/ melhor tratado, se torne num lugar igualmente belo e que não destoe de todos os outros lugares magníficos da propriedade.

Talvez por ser um destino que não fazia de todo parte dos planos, tornou-se no meu lugar preferido desta viagem.

E tu? Já visitaste o Palácio de Monserrate? O que achaste?

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