Passeio a cavalo por terras da Póvoa de Lanhoso

Desde o momento em que vi o Spirit pela primeira vez, que sempre sonhei ter um cavalo e galopar por prados verdejantes. Com o cabelo a voar ao sabor do vento, a atravessar vales e montanhas com o som do bater dos cascos como banda sonora. Bem, não andei com o cabelo a voar ao sabor do vento, o mais rápido que andei foi nos nano segundos que andei a trote e não fui sozinha, mas a minha primeira experiência a andar a cavalo foi igualmente incrível. Contudo, o melhor é começar pelo início.

Apesar de o meu sonho de andar a cavalo ser algo que já vem da minha infância, o mais perto que tinha estado de algum foi nas caminhadas pela minha aldeia ou quando uma manada deles decidiu acampar junto à mesa de piquenique, certa vez, no Gerês. Andar a cavalo parecia ser uma ideia que talvez só no futuro fosse acontecer, só que tudo mudou certo dia, quando a minha irmã mais nova chegou a casa a dizer que tinha andado a cavalo na casa de uma amiga e fizera o mesmo percurso que ela fazia com os turistas. Eu sendo eu, pensei ao mesmo tempo que as palavras se me escapavam em voz alta e quando dei por ela já estava marcado. Andaria a cavalo na manhã do meu aniversário. Eu e a minha comitiva, pois voluntários não faltaram.

Marquei com meses de antecedência e até ao dia, nunca me senti nervosa ou ansiosa, era como se não fosse nada demais. Só que assim que vi os cavalos alinhados e, aos poucos, a ser distribuídos por cada um, aí sim, senti aquele friozinho na barriga que só desapareceu a meio da montada. Dei graças aos céus por ter sido a última a montar, porque temia fazer figuras e sendo a última os outros estavam demasiado distraídos com os seus cavalos para me prestarem atenção. O meu cavalo era o “Brito” que, segundo o Sr. Luís, tinha o título de mais antigo e mais velho cavalo Garrano da Casa de São Vicente.

Se não fosse eu já estar nervosa, fiquei ainda mais quando me apercebi que o “Brito” era o líder do passeio e seguiria à frente de todos. Ficando a nossa guia, a simpática Beatriz, ao fundo. Nunca tinha andado a cavalo e seguir à frente estava a dar comigo em maluca, todavia acabei por me aperceber que até era fácil. Seguindo as instruções da Beatriz sobre as rédeas, só tinha de confiar no “Brito”, um cavalo cinco estrelas, muito belo, com “sistema GPS incorporado”. Ele não precisava de mim para seguir o caminho que já fizera tantas vezes, pelo que não me podia ter facilitado mais a vida.

A meio do caminho, quando já me tinha habituado e achado o meu equilíbrio, pude usufruir de belas paisagens e trilhos que desconhecia, mesmo sendo tão perto de casa. Uma experiência única para começar o meu aniversário em grande e também uma experiência que tenciono repetir. Saímos todos de lá com um sorriso nos lábios, a alma bem aconchegada e com memórias para a vida. Foi tão bom que todos tencionamos repetir, quiçá, um outro percurso.

Já agora as fotos foram tiradas por toda a gente menos por mim, pois estava demasiado preocupada em segurar as rédeas!

E vocês, já alguma vez andaram a cavalo?

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